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Comparação: Uma arma autodestrutiva

Desde que me lembro, a comparação sempre existiu. Na verdade, é pautada nela que existem as hierarquias. Hierarquias sociais, religiosas, raciais... e inúmeras outras. Em uma sociedade que delimita bem o que é aceitável ou não, fica quase impossível não se comparar a algo ou alguém. Somos acostumados a querermos aquilo que outra pessoa tem ou o que outra pessoa é, sempre diminuindo o que temos ou o que somos. É aí que a comparação se comporta como uma arma. Nós nos autodestruímos ao nos comparar. Nos olhamos como inferior e fazemos um desserviço as nossas próprias vidas.


Eu me comparava tanto que a minha vida nunca parecia boa o suficiente, apenas quando eu “ganhava” nas comparações. Era até comum eu dizer que me sentia tendo uma “quase vida”. Como se pode viver bem se comparando com a vivência de outras pessoas? Por que a sua vida tem que ser taxada como melhor ou pior, em vez de ser apenas vida? É bem comum hoje, com tantas redes sociais que parecem perfeitas, com tanta convivência com pessoas que têm diversas experiências, nos afogarmos em vidas alheias com o pensamento delas serem ideais. Não estou dizendo que você não deve se espelhar, se motivar por outras vidas a seguir caminhos que você sente vontade, mas isto tem que estar realmente bem decidido na sua cabeça. Sempre se pergunte: eu quero esse caminho porque é um sonho para mim ou porque parece perfeito para a outra pessoa?


Eu não sei dizer se a insegurança vem da comparação ou se nos comparamos por sermos inseguros. Essas duas palavras estão tão ligadas que fica difícil separá-las. Já faz um tempo que eu noto que sou uma pessoa insegura. E já faz um tempo que tento reverter essa situação. Bem mais do que ser insegura com o meu corpo, eu sou insegura com quem eu sou! Sou insegura com o fato de não ser tão comunicativa ou espontânea. Sou insegura com o fato de me preocupar com as coisas bem mais do que os outros. Tenho medo de ser considerada chata ou ser esquecível! Tenho medo de estar tão presa no que a sociedade acha legal que eu me afaste do que EU considero legal!


Já perdi as contas de quantas vezes fui injusta com o que eu queria e fiz o que outras pessoas queriam só para pertencer ao grupo. Está tudo bem sermos equilibrados e fazermos algo por amigos ou família, mesmo que a gente não queira tanto. Mas transformar isso em uma situação para rebaixar o que você gosta é péssimo.


Veja, eu sou uma pessoa plural. E isso significa que eu gosto de tantas coisas e sou tantas que você nem pode imaginar, algumas das quais são opostas entre si. Eu sou engraçada para as pessoas que mais conheço, mas geralmente sou calada para aqueles que não me sinto 100% à vontade. Eu consigo ser supercomunicativa estando perto de pessoas que não são tanto, porque me identifico com elas e não me comparo a um nível inalcançável de comunicação para mim. Eu sou uma pessoa que prefere piscina ou cachoeira a praia, mas costuma sempre ir para praia porque é mais fácil. Eu amo ir para boate, mas ao mesmo tempo prefiro rolês em que eu possa brincar e conversar com os amigos tranquilamente.

Agora imagine tudo o que é e o que gosta. Quantas pessoas vendo o que você faz ou o que diz acertariam quem você é? Um tempo atrás eu diria que quase nenhuma. Minhas atitudes eram tão pautadas pela comparação com outras pessoas que a minha essência havia se escondido. Atualmente, algumas acertariam, mas ainda estou caminhando para que outras notem ainda mais. Porque sendo bem sincera, a comparação nos apaga. Ela nos transforma em alguém bem mais esquecível do que você pensa ser. Suas características são seu destaque. Exclua-as e se autodestruirá!




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6 Comments


seus posts são inspirações p mim ❤️

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Stella Costa
Stella Costa
Feb 27, 2023
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Muito obrigadaaaa. Fico muito feliz em saber ❤️

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você arrasa demaisssss!!!!

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Stella Costa
Stella Costa
Feb 27, 2023
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😍😍😍😍😍

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eu ameiii!!!!!

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Stella Costa
Stella Costa
Feb 27, 2023
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Que bommm ❤️

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