O constante “ser”

Pare por um momento e pense no seguinte cenário: se você tivesse que escrever um livro sobre si mesmo, o que diria? Quais são as suas características, seus sonhos e suas vivências? O que te torna interessante ou autêntico? Quem é você?



Recentemente estava pensando nesses questionamentos. Na página inicial desse blog, você deve ter notado, que há a seguinte frase: “Tendo a coragem para ser”. No início, achei que, para eu viver como realmente sou, criar esse blog e postar alguns dos meus pensamentos seria suficiente. Conseguir compartilhar com outra pessoa minhas escritas deveria ser a coisa mais corajosa que eu faria, mas não é bem assim. Embora este tenha sido um passo importante em minha jornada, ter a coragem para ser vai além dos passos iniciais, vai além daquela motivação acalorada que temos ao ler um livro de autoajuda, por exemplo. Ter a coragem para ser é descobrir o que este “ser” significa, ou seja, descobrir quem somos e, assim, sermos tudo o que queremos todos os dias de nossas vidas, não apenas em dias extraordinários, mas em dias qualquer.


Quando comecei o blog, estava convencida de que escreveria todas as segundas. Assim, haveria postagens toda semana, mas se notar as datas de minhas publicações observará que isso não ocorreu. As escritas não foram semanais, ou mesmo mensais. Elas foram se perdendo à medida que eu mesma me perdia de mim. Se escrevo agora não é porque me reencontrei, mas porque entendi que o autoconhecimento é contínuo, necessita de dedicação e constância.


Não precisamos nos punir por ainda não termos descoberto nosso propósito, ou por não fazermos exercícios físicos todos os dias como planejamos todo início de mês. Não precisamos nos punir por estarmos à procura de nós mesmos. Precisamos entender que todo processo leva tempo. Precisamos nos abraçar e nos olhar interiormente. Precisamos nos lembrar todos os dias que a pessoa que somos é digna de existir e viver. E isso significa que devemos ter atitudes diárias que condizem com o que gostamos, acreditamos e queremos. Significa que devemos nos acolher e, também a nossas mudanças futuras.

Eu sou a pessoa que ama montanhas e esportes de aventura (embora tenha feito poucos), que se autoconhece quando escreve, que erra e que toda vez inicia um exercício físico novo, mas ainda é sedentária porque não tem constância. Eu sou a pessoa que gosta de desenhar mesmo que não saia perfeito, que ama viajar e que sempre promete a si mesma que vai terminar um livro em 1 mês, mas acaba em 2 ou mais. Eu sou a pessoa que quer fazer mestrado, doutorado e ama novos conhecimentos. Sou a pessoa que gosta de experiências diferentes, mas raramente as faz, pois sempre espera por um futuro em que elas existirão (como se tudo caísse do céu kkkkkkk). Eu sou a pessoa de agora e sou a mudança que virá de mim, porque para conseguir o que quero, minhas ações diárias devem estar alinhadas com os meus desejos. Um dia que vira um mês, que vira um ano, que se transforma em uma vida. Porque coragem mesmo é ser persistente naquilo que somos e queremos ser!

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