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JOURNAL
O TBM Journal é um espaço para reflexões sobre identidade, criatividade, crescimento e o processo de se tornar quem somos.
Uma coleção de pensamentos, histórias e observações sobre vida e a coragem de evoluir.
O que podemos finalizar sem nos abandonar?
Recemente estava pensando no porque demoro tanto a voltar aqui mesmo amando este mini lugarzinho que criei. Passei um tempo refletindo e até inventando desculpas, mas a verdade é mais simples: medo e culpa. Eu poderia dizer que por eu não estar sendo remunerada, já que terminei meu mestrado, qualquer atividade que não ajuda em casa parece me tirar tempo de procura exarcebada por um emprego. Entretanto, a conversa é mais profunda. Antes mesmo do término do mestrado, eu parei d


A mente cria, mas a ação realiza
Ultimamente somos jogados em uma infinidade de conteúdos dos mais diferentes: motivacionais, humorísticos, educativos e até religiosos. Passamos tempo demais consumindo todas essas informações e, em algum momento, sonhamos com dias melhores. O problema desses sonhos é que eles estão totalmente influenciados pela rapidez do mundo atual, a rapidez das redes sociais. Muitos criadores de conteúdo nos avisam como a constância é essencial para a construção. Mesmo as


Como conectar interesses distintos
Durante toda a minha vida eu fui ensinada a escolher apenas um caminho. Acredito que com você deva ser igual. Nós estamos acostumados a segregar nossos interesses e aprendermos a ser, profissionalmente falando, de apenas uma área. Nos deparamos com isso desde pequenos e, com o tempo, nos acostumamos com esta ideia. Se, por exemplo, eu for para saúde, deveria desistir das artes. Se eu for para as artes, deveria desistir das ciências ou dos esportes. E, para alguns, ess


A pressão criativa
Às vezes me pergunto quando foi que eu perdi a essência da minha criatividade. Era tão fácil colocar meus sentimentos no papel e produzir poemas, músicas, histórias... Era fácil desenhar ou pintar. Mas hoje parece que tudo se apagou. Nesse constante mundo de informações me sinto atrasada, como se precisasse logo produzir algo incrível e diferente. Aquela atividade terapêutica de fazer arte se transformou em um trabalho, como se eu devesse ser perfeita e pintar algo digno de s


As portas da vida
Imagine uma pessoa diante de duas portas. Uma tem o nome dela, um caminho ainda incompleto, com peças que se encaixarão com o tempo, mas feito baseado especificamente em quem ela é. A outra é uma porta padrão, com um caminho prontinho do início ao fim, com peças tão impessoais que beira ao vazio. Seria burrice, diante dessas duas portas, escolher para a vida, aquela que não representa ninguém, certo? Agora imagine essa mesma pessoa diante dessas mesmas portas, mas agora essa


Comparação: Uma arma autodestrutiva
Desde que me lembro, a comparação sempre existiu. Na verdade, é pautada nela que existem as hierarquias. Hierarquias sociais, religiosas, raciais... e inúmeras outras. Em uma sociedade que delimita bem o que é aceitável ou não, fica quase impossível não se comparar a algo ou alguém. Somos acostumados a querermos aquilo que outra pessoa tem ou o que outra pessoa é, sempre diminuindo o que temos ou o que somos. É aí que a comparação se comporta como uma arma. Nós nos autodestru


O amor na perda
Milhões e milhões de pessoas já descreveram o que é o amor! Já inventaram e reinventaram analogias que envolvem animais, coisas e tudo o que você puder imaginar. Já disseram que amar é lar, paz, rodas gigantes e cheirinho de bolo no forno. E, por mais incrível que pareça, todos têm verdade em suas palavras. Cada amor tem modo, cheiro e gosto. E, para não deixar dúvidas, quando falo de amor, falo (ou melhor, escrevo) do amor além do romântico. Dele em sua forma mais pura


O constante “ser”
Pare por um momento e pense no seguinte cenário: se você tivesse que escrever um livro sobre si mesmo, o que diria? Quais são as suas características, seus sonhos e suas vivências? O que te torna interessante ou autêntico? Quem é você? Recentemente estava pensando nesses questionamentos. Na página inicial desse blog, você deve ter notado, que há a seguinte frase: “Tendo a coragem para ser”. No início, achei que, para eu viver como realmente sou, criar esse bl


Parados até que a vida nos separe
Já faz mais de um mês que eu não passo por aqui. Já faz mais de um mês que eu não escrevo e, bem mais que isso em que vivo numa constante espera pela própria vida. Já faz mais de um mês que eu não foco na família e nem em mim mesma. Meses e talvez anos em que planejo a vida dos sonhos sem vivê-la de fato. Parece que a minha parada só aumentou com a pandemia. Eu estava mesmo esperando a desculpa ideal para dizer que eu não faço o que quero porque não dá agora, porque estamos


Eu sou esquecível?
Passei muito tempo da minha vida calada, muitas vezes por ansiedade ou por medo de falar algo que não fosse aceito. Embora grande parte dessa minha falta de comunicação viesse dessas coisas, o meu silêncio em si também vem da minha essência. A parte antissocial que era ruim e desgastante para a minha vida está desaparecendo aos poucos, mas ainda existe o eu. E eu não sou a pessoa comunicativa e extrovertida ao extremo que vai chegar a um lugar e se destacar, falando com todos


Você leva a vida ou é ela que te leva?
Pense em uma pessoa sonhadora, do tipo que ama fazer listas do que quer, que é ambiciosa e que, por vezes, se perde em tantos desejos de vida. Essa pessoa é, provavelmente, bem parecida comigo. Quero viajar pelo mundo, morar fora do país e andar sem rumo, mas também quero uma casa própria na minha cidade, um carro e um emprego que eu goste. Se vocês leram meu primeiro artigo, sabem que eu me considero uma pessoa multipotencial, alguém que se interessa por várias coisas. Acho


Relacionamentos Monogâmicos e o limite do certo e errado
Uma vez, tive um relacionamento com uma pessoa bem diferente de mim. Éramos distintas em diversas pautas e, na grande maioria das vezes, nos complementávamos assim. Entretanto, a pessoa que estava comigo também tinha diferenças quanto ao que era considerado natural, saudável e fiel em um relacionamento monogâmico. Aos poucos, eu sempre tentava entender e dizer a mim mesma e a ela que éramos apenas divergentes e que, aquele era o seu jeito. E isso era verdade, mas também era d


Eu e a síndrome de querer o lugar dos outros por não saber o meu
Desde pequena eu sempre me interessei por diversas coisas: biologia, leitura, escrita, esportes, matemática, astronomia... Era tantos interesses que é normal entender como hoje eu faço duas faculdades ao mesmo tempo e continuo procurando algo que eu não sei o que é. Podem me chamar, como li há um tempo atrás, de uma pessoa multipotencial. O grande problema dessa característica tão fantástica a meu ver é que eu sou constantemente engolida por uma infinidade de ideias e aspiraç


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